O melhor aplicativo para iPhone (de todos os tempos!)
Porrada na Phonedation. De verdade. As pessoas brigaram aqui feio. E o motivo, como acontece na maioria dessas situações, foi tão simplório… Os sopapos saíram para ver quem iria a campo testar o melhor aplicativo para iPhone de todos os tempos: Last Call. (Nem lê a resenha, corre aqui e garanta o seu).
Last Call, que nada tem a ver com chamadas telefônicas, faz por você o que bares e Detrans deveriam fazer, especialmente nesses tempos de Lei Seca, a melhor mina de dinheiro para os cofres públicos depois dos pardais e lombadas eletrônicas.
Não, ele não dirige seu carro até em casa depois do bar. Mas…
Mas “diz” para você quanto de álcool há em seu sangue depois do bar, caso você não more em Sergipe (ou more em Sergipe e seja o cara mais azarado do mundo) e dê de cara (ou de boca) com um bafômetro no meio do caminho.
O processo é bem simples, mas bastante engenhoso. (Eu até diria preciso, mas preferimos não arriscar). Abra o programinha (já mencionei que ele é gratuito?) e digite se você é “male” ou “female”. Coloque seu peso em libras (se você não souber seu peso em libras, pegue esse programa aqui, que ele converte na hora), e o setup está pronto. Bote o iPhone no bolso e vá para o bar feliz da vida.
À medida que for bebendo, vá adicionando no aplicativo o tipo de drink (cerveja, vinho, whisky, o que for…) com sua respectiva quantidade. Ele já sabe se você é homem ou mulher e sabe seu peso. Usa essas informações, associadas ao relógio do iPhone, para ir calculando o quanto de álcool vai se dissolvendo no seu sangue. Quanto mais o tempo passar (e mais você beber), pode reparar, a curva do índice de álcool vai aumentando no gráfico (essa screenshot ao lado, tirada do nosso teste).
O cálculo é tão profissional que ele leva em consideração o efeito futuro. Ou seja, você vira uma dose de tequila agora, mas ela não fará diferença imediatamente. No entanto, em 10 minutos, mostra o programa por meio da linha pontilhada, seu índice vai bombar.
Se você parar de beber, depois de um certo tempo, a linha no gráfico cai (só não vale parar de acrescentar as bebidas, porque aí a brincadeira, a sua carteira de motorista e R$ 1 mil vão para o espaço). Mas tome cuidado com a linha vermelha, que indica o limite de bebida. Ela marca 0,08% e só serve para o público americano.
Embora em qualquer outro país desenvolvido do mundo, o limite varie entre 0,05% e 0,08%, no Brasil, ela é bem mais baixa. Com 0,02% já dá multa, apreensão do carro, da carteira, vexame na frente do guardinha etc. Com 0,06% você vai preso. No teste que fizemos com o Last Call, nosso estagiário, com seus 75kg, (sim, ele ganhou a briga e o direito de sair para avaliar o programa) passou dos 0,08% americanos em 28 minutos. Foram três copos de cerveja e duas tequilas (também, né?).
E aí entra em ação outra parte divertida do aplicativo. Se ele mostrar que você estourou sua cota com o bafômetro (o que, se tratando de Brasil, é fácil demais), há a opção “intoxicated?”. Clicar nela leva a duas opções: Táxi e DUI Lawyers (screenshot ao lado).
O botãozinho “Find a Taxi” abre o Google Maps e as opções de táxis mais próximas, inclusive com telefone. No teste que fizemos, mostrou que funciona bem no Brasil, achando 12 pontos de táxi nas redondezas. Já o de baixo, DUI Lawyers, que nada mais são do que advogados que trabalham para livrar quem foi flagrado dirigindo alcoolizado, até seria uma boa, mas só funciona com profissionais americanos.
Olha, temos de confessar: a gente gostou tanto do programa que:
a) Não vamos resistir à piada óbvia: enfim, um aplicativo do iPhone que realmente vamos usar todos os dias.
b) Já listamos vários melhoramentos para a próxima versão do programa. A primeira, que nós possamos soprar no microfone do celular como se fosse um bafômetro. A segunda é que a partir de 0,22% ele bloqueie ligações e mensagens de texto…
c) O Last Call, embora não seja nada novo na iTunes App Store, é mais um da série “a gente deu antes e gostou”. Embora, de hoje em diante, por razões técnicas, tenhamos de trocar o slogan-homenagem para “a gente come antes, eles comem mosca”.